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Constipação Intestinal

Popularmente chamada “prisão de ventre”, é uma situação em que o paciente evacua com pouca frequência (uma vez a cada três ou quatro dias ou mais) e sob grande esforço, fezes excessivamente duras e pequenas. Essa “prisão de ventre” é apenas um sintoma e não uma doença em si mesma e ocorre em virtude de outras doenças ou da diminuição do conteúdo de líquido nas fezes.

Quais são as causas da constipação intestinal?

As causas da constipação intestinal podem ser alterações estruturais ou funcionais e cada uma delas pode ser aguda ou crônica. As alterações estruturais são detectáveis pelos métodos de investigação por imagens, como radiografias, tomografias computadorizadas, ressonâncias magnéticas, endoscopias, microscopias, etc. As alterações funcionais são representadas por modificações nos movimentos intestinais que conduzem o alimento através do intestino e podem ser percebidas usualmente ao exame clínico. Na maioria das vezes, são de curta duração e ocasionadas por mudança alimentar, pós-operatórios, falta de exercícios, gravidez, obesidade, quadros febris, medicações, etc. Algumas alterações funcionais crônicas são ditas idiopáticas, porque não se consegue determinar a causa delas e correspondem àquilo que o leigo costuma chamar de “intestino preguiçoso”.

A constipação também é causada por uma alimentação pobre em fibras, baixa ingestão de líquidos, hábitos sedentários, certas doenças (hipotireoidismo, diabetes, insuficiência renal crônica, etc.), medicamentos (antidepressivos, opiáceos, alguns anti-hipertensivos, etc.), patologias neurológicas ou musculares e situações psiquiátricas como depressões e demências.

Há pessoas que se queixam de constipação intestinal apenas quando se encontram em ambientes estranhos ou quando alteram sua rotina e alegam que ele se normaliza quando retornam às suas atividades normais.

Quais são os principais sinais e sintomas da constipação intestinal?

O que uma pessoa com constipação intestinal sente varia muito de um indivíduo para outro e num mesmo indivíduo, ao longo do tempo. As pessoas podem se queixar de passar dias sem esvaziar os intestinos, dificuldades ou lentificação para evacuar, às vezes desde a infância, dores abdominais ao evacuar, sensação de evacuação insatisfatória, necessidade de ajuda manual para extrair as fezes, eventuais sangramentos ao evacuar ou proceder à higiene, em razão do rompimento de pequenos vasos sanguíneos, desconforto abdominal, eliminação de muco e/ou sangue, etc. Além disso, as pessoas se queixam de inquietude, indisposição, dor de cabeça e alterações do humor, entre outras alterações comportamentais.

Como o médico diagnostica a constipação intestinal?

Quando um paciente queixa-se de constipação intestinal, o passo inicial deve ser o levantamento da história do paciente, seguido de um exame clínico minucioso, para que o médico possa determinar as causas desse sintoma. É importante conhecer o hábito evacuatório do paciente ao longo do tempo, bem como as características das fezes passadas e atuais e se há ou não a presença de muco, sangue ou pus.

O toque retal e a retoscopia são exames mandatórios. As investigações devem prosseguir com exames de sangue, que também podem ser úteis para o controle da evolução do tratamento. As radiografias contrastadas do intestino são muito úteis, mas podem ser substituídas com vantagens pela colonoscopia, sempre que ela esteja disponível. Um estudo da motilidade intestinal pode ser realizado por meios próprios (exame radiológico intervalado, manometria anorretal, eletromiografia, etc.).

Como o médico trata a constipação intestinal?

Como medida mais radical, deve-se procurar tratar ou corrigir as enfermidades causais da constipação intestinal. Algumas medidas adicionais podem ser adotadas: diminuir a dose ou alterar o tipo de medicamento que possa estar causando o problema, aumentar a ingestão de fibras, ingerir alimentos com propriedades laxativas, usar laxativos orientados pelo médico, etc. Os supositórios e lavagens intestinais têm indicações precisas e só devem ser usados sob orientação médica. Meios cirúrgicos podem ser usados em casos de lesões obstrutivas ou de lesões anais dolorosas.

Um caso especial de dificuldade de evacuar é o fecaloma (acúmulo de fezes endurecidas e secas no reto), que pode ocorrer em pacientes idosos, psiquiátricos ou neurológicos. A solução demanda o uso de lavagens intestinais e supositórios, mas pode exigir uma descompactação manual das fezes, sob sedação ligeira. 

Como prevenir a constipação intestinal em adultos?
     Alguns conselhos são importantes para evitar a constipação intestinal:

  > Procure evacuar com regularidade, em horários pré-estabelecidos, mesmo que não esteja com “vontade”. É importante criar este hábito.
  > Acrescente à sua dieta a ingestão regular de alimentos contendo fibras como cereais integrais, pão integral, arroz integral, macarrão integral, legumes, verduras, frutas e sementes de linhaça.
  > Aumente a ingestão de líquidos diários para pelo menos seis a oito copos de água por dia, além de sucos naturais.
  > Procure tratar as enfermidades causais subjacentes.

Quais são as complicações possíveis da constipação intestinal em adultos?

A constipação intestinal pode levar a complicações como diverticulose, hemorroidas, fissuras anais e mesmo câncer do intestino. 

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Refluxo é uma condição crônica decorrente do retorno de conteúdo do estômago e duodeno para o esôfago, acarretando sinais ou sintomas esofagianos variados que podem estar associados ou não a lesões nos tecidos.

Quais são as causas?

O refluxo ocorre quando o músculo localizado no fim do esôfago, chamado de esfíncter inferior do esôfago, não funciona adequadamente. Este músculo deveria estar fechado na maior parte do tempo, abrindo apenas para a entrada de alimentos no estômago. Mas ele pode apresentar uma certa incapacidade e não se fechar completamente, o que permite o retorno do conteúdo do estômago para o esôfago.

Outras situações podem contribuir para o refluxo, como a elevada produção de ácido gástrico, obesidade, gravidez, hérnia de hiato, síndrome de Zollinger-Ellison, hipercalcemia e esclerose sistêmica.

Sintomas

  > Pirose (azia): sensação de queimação no peito, atrás do esterno, que pode chegar até a garganta. Este é o sintoma mais comum do refluxo, podendo piorar quando a pessoa come, agacha ou deita. Às vezes ela é confundida com infarto do miocárdio ou angina
  > Sensação de plenitude gástrica: relatada pelos pacientes como inchaço no estômago ou má digestão
  > Dor em queimação na “boca do estômago” (abdome superior), que normalmente acorda a pessoa no meio da noite
  > Eructação (arrotos)
  > Náuseas
  > Excesso de salivação
  > Regurgitação ácida: refluxo de líquidos ou alimentos do estômago à boca
  > Disfagia (dificuldade para engolir): manifestada por engasgos
  > Sensação de asfixia noturna
  > Rouquidão, principalmente pela manhã
  > Dor de garganta
  > Pigarro ou necessidade de limpar a garganta repetidamente
  > Tosse crônica, pneumonias de repetição, asma, sinusite crônica
  > Desgaste do esmalte dentário, halitose (mau-hálito)

A intensidade e a freqüência dos sintomas não são sinais de gravidade da esofagite. Mas existe correlação entre o tempo de duração dos sintomas e o aumento do risco para o desenvolvimento do Esôfago de Barrett e do adenocarcinoma (câncer) do esôfago.

Alguns sintomas são considerados “manifestações de alarme” e devem ser investigados mais rapidamente. São eles: dificuldade para engolir, dor de garganta, anemia, hemorragia digestiva, emagrecimento, história familiar de câncer, náuseas e vômitos, além de sintomas de grande intensidade e/ou de ocorrência noturna.

Como o médico faz o diagnóstico?

O diagnóstico é realizado a partir de uma história clínica detalhada. Os pacientes que apresentam sintomas com freqüência mínima de duas vezes por semana, ao longo de 4 a 8 semanas, devem ser considerados possíveis portadores da DRGE.

Como as manifestações clínicas são variadas, podem ser necessários exames complementares como a endoscopia digestiva alta, exame radiológico contrastado do esôfago, cintilografia, manometria, pHmetria de 24 horas ou teste terapêutico para auxiliar no diagnóstico.

Em nossa clínica, procure o Dr. Henrique Malta para avaliar os seus sintomas e a necessidade de realizar exames complementares para o diagnóstico.

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Bioimpedância

Saber qual é a condição atual de seu corpo pode parecer uma tarefa fácil, mas acredite, há diversas informações que podem permanecer desconhecidas mesmo com a realização de exames de rotina. Pessoas que buscam modificações corporais, como ganho de massa magra e redução de percentual de gordura, podem se submeter ao exame de bioimpedância.

Esse exame é reconhecido como uns dos mais completos para identificação mais detalhada sobre suas informações nutricionais. A partir de agora, você compreenderá um pouco mais sobre esse exame e reconhecerá que os exames realizados em algumas academias podem se tornar apenas simbólicos, se comparados ao exame de bioimpedância.

O que é?


O exame de Bioimpedância é voltado para uma análise completa para avaliação do seu peso corporal. Ele é eficiente para distinção de peso de ossos, massa magra e gorduras. O exame pode calcular percentual de hidratação, gordura corporal e massa magra. Ele pode ser utilizado para a identificação de casos de obesidade ou inchaços, já que é capaz de calcular as gorduras que também exigem maior complexidade para serem identificadas.

Se você deseja perder peso ou ganhar massa muscular, pode se submeter ao exame de Bioimpedância periodicamente, para que essa se torne a melhor forma de controle sobre os rendimentos de sua dieta e exercícios físicos. Dessa forma, você poderá alcançar suas metas de acordo com o seu planejamento, já que conhecerá mais sobre seu próprio corpo.

Esse exame é realizado com a colocação de dois pares de eletrodos adesivos na mão e no pé direito, onde ocorre a passagem de uma corrente elétrica. O procedimento não proporciona dores e é realizado em poucos minutos.

Este procedimento pode calcular os valores correspondentes ao seu corpo que serão expostos abaixo:

  > Quantidade real em porcentagem de gordura corporal
  > Peso real em percetual de peso de gordura
  > Seu peso total
  > Quantidade total em percentual de água corporal
  > Sua TMB (Taxa Metabólica Basal), que equivale às calorias gastas diariamente
  > Calcula seu índice de massa corporal
  > Compara e cria relação entre as medidas de quadril/cintura

Recomendações (O exame de Bioimpedância exige alguns procedimentos para que seja realizado de forma segura e sem prejuízos à sua saúde).

  > Recomenda-se não consumir medicamentos diuréticos nos 7 dias que antecedem o teste.
  > Permanecer em jejum pelos menos 4 horas antes do procedimento.
  > Não consumir bebidas alcoólicas durante as 48 horas que antecedem o exame.
  > Não consumir cafeína durante as 24 horas que antecedem o teste.
  > Mulheres não devem estar no período pré-menstrual.
  > Não é indicada a pratica de exercícios físicos durante as últimas 24 horas.
  > Recomenda-se urinar pelo menos 30 minutos antes do teste.
  > Deve-se manter em repouso de 5 a 10 minutos em posição de decúbito dorsal antes de se submeter ao procedimento.
  > É ideal que o consumo seja diário, mas especialmente para o exame, é recomendável o consumo de pelo menos 2 litros de água no dia que anteceder o procedimento.

               A maioria das balanças de bioimpedância não são profissionais, então não oferecem o mesmo suporte oferecido por consultórios.

               O exame de Bioimpedância é contra indicado para gestantes e pessoas que possuam marcapasso.

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ES Complex

Composto por eletrosensores que em conjunto com um software específico mede cerca de 30 parâmetros da fisiologia humana o ES Complex, é um exame não invasivo, indolor, rápido e relativamente fácil de realizar. Este teste está certificado pela CE, FDA e Anvisa.

Este exame utiliza várias análises: a bioimpedância, o biofeedback, estimulação elétrica, resposta galvânica da pele e a oximetria. Através destas análises, o teste ES Complex faz uma avaliação do risco de vir a desenvolver doença cardiovascular, cerebrovascular, faz uma avaliação do estado geral das hormonas nomeadamente da tiróide, da leptina e do cortisol. Para além disso, faz uma avaliação da drenagem do sistema linfático, do estado geral da coluna, do processo de envelhecimento, do gasto diário de energia e uma avaliação enzimática do funcionamento dos orgãos internos. Também é muito utilizado para a determinação das intolerâncias alimentares, pois ele deteta quais os alimentos que causam reação no organismo, quais os alimentos que melhoram o funcionamento deste, as carências nutricionais e a associação de alimentos ideal ao melhor funcionamento do organismo.

As intolerâncias alimentares têm um papel fundamental para o plano nutrigénese, pois assim é possível traçar um plano alimentar de acordo com o funcionamento do organismo, pois, por vezes os resultados de certos tratamentos e dietas não são satisfatórios devido a não se ter em conta todas as intolerâncias alimentares que a pessoa tem. As intolerâncias alimentares normalmente causam algum tipo de sintomas em que não são valorizados como sendo provocados pelas intolerâncias alimentares como é o caso das enxaquecas, alterações gastrointestinais, cólicas, flatulência entre outras, daí a importância da realização do teste ES Complex quer para a prevenção de qualquer tipo de patologia como para deteção das intolerâncias alimentares.

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A Importância da Rastreabilidade

A rastreabilidade para algumas indústrias é uma exigência legal. Além disso, é um elemento básico em planos de segurança e de gestão da qualidade na organização.

Estabelecer um bom sistema de rastreabilidade, mesmo quando problemas não estão previstos é útil para segurança do paciente, e para mostrar responsabilidade sob o serviço ofertado. Um bom sistema de rastreabilidade garante controle completo sobre a complexidade de informações e materiais utilizados no procedimento.

Mas afinal o que é rastreabilidade?

Rastreabilidade nada mais é que a capacidade de identificar materiais, insumos e equipamentos de cada procedimento endoscópico realizado dentro de nossa instituição.

A rastreabilidade pode garantir que a segurança dos produtos e atributos de qualidade foram verificados antes e depois de cada exame/procedimento.

Junto ao resultado de cada exame, colocamos os seguintes critérios para Rastreabilidade:

 > Nome do Paciente;
 > Número de Prontuário em nosso Sistema;
 > Idade;
 > Procedimento Realizado;
 > Data do Procedimento;
 > Médico Responsável;
 > Marca e Modelo do Aparelho Endoscópico Utilizado;
 > Número de Série do Aparelho Endoscópico Utilizado;
 > Responsável Técnico pela Manutenção do Aparelho;
 > Saneante de Alto Nível utilizado para Lavagem e Desinfecção dos Aparelhos;
 > Validade e Lote do Saneante;
 > Marca e Modelo da Reprocessadora Automática de Endoscópios.

Todos os nossos aparelhos e equipamentos são submetidos a rigorosos testes e controles de qualidade diariamente para proporcionar aos nossos clientes o que há de melhor e mais seguro no que se remete a Endoscopias Digestivas Alta e Baixa.

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Setembro Verde

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2015 serão registrados 33 mil casos de cólon e reto. Para alertar a população sobre as formas de prevenção da doença, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), em parceria com a Associação Brasileira de Prevenção do Câncer de Intestino (Abrapreci), realizará pela primeira vez a campanha Setembro Verde.

“A grande qualidade desse tipo de ação é trazer para o público formas eficientes de evitar o câncer do intestino. Uma campanha bem elaborada e bem direcionada salva vidas, compromisso fundamental de toda sociedade médica”, destaca Ronaldo Salles, presidente da SBCP.

Excluindo-se o câncer de pele não melanoma, o câncer colorretal é o terceiro tipo mais incidente no país (atrás apenas do câncer de próstata, com 69 mil novos casos previstos, e o de mama feminina, com 57 mil), mas um dos poucos tumores com alta chance de prevenção. Basta retirar, por meio de colonoscopia (exame que consiste na introdução no reto de um tubo flexível com uma minicâmera acoplada), os pólipos eventualmente encontrados. Os tumores se originam de pólipos que, inicialmente, são benignos.

Prevenção

Idade acima de 50 anos, dieta com alto teor de gordura, carnes, baixo teor de cálcio, obesidade, sedentarismo e tabagismo estão entre os fatores de risco. Algumas doenças crônicas do sistema digestivo, como a doença de Crohn e a colite ulcerativa, também estão relacionadas ao câncer de intestino, assim como alguns tumores ginecológicos.

A recomendação é realizar a colonoscopia a partir dos 50 anos. O presidente da SBCP esclarece que quem possui parentes de primeiro grau com câncer intestinal ou pólipos deve ficar mais atento e procurar o coloproctologista a fim de saber a melhor época e frequência para realização do exame.

Em geral, a doença pode ser prevenida com hábitos como: ingestão de fibras (25 a 30g por dia), frutas e verduras (duas xícaras e meia por dia), baixo consumo de gordura (principalmente as de origem animal como carne vermelha e queijos), prática regular de exercícios físicos e evitando-se o tabagismo e a ingestão exagerada de álcool.

O câncer colorretal geralmente não apresenta sintomas em estágio inicial. “Por isso é importante que pessoas após os 50 anos sejam submetidas à colonoscopia, mesmo que não apresentem queixas”, ressalta Salles. Quando não detectado inicialmente, pode causar perda de sangue nas fezes, dor abdominal, massa abdominal, alteração do ritmo intestinal, vômitos e náuseas, emagrecimento e anemia não explicados por outras causas.

Após detectada a doença, a recomendação de Salles é remover o tumor. “Se a cirurgia for considerada muito perigosa para um determinado paciente ou inviável nos casos muito avançados, optamos por não a realizar. De forma complementar, em alguns casos se recomenda quimioterapia e radioterapia”, afirma Salles. A boa notícia é que as chances de cura superam 60% quando considerado o total de casos diagnosticados e corretamente tratados.

 

Fonte: www.sbcp.org.br

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Endoscopia Digestiva Alta

Endoscopia digestiva alta é um exame endoscópico que permite ao médico visualizar diretamente ou na tela de vídeo o revestimento interno do esôfago, estômago e duodeno, bem como realizar intervenções diagnósticas e/ou terapêuticas simples.

Em que consiste o exame?

O exame é realizado por meio de um aparelho chamado endoscópio que consta, entre outras coisas, de um delgado tubo flexível de cerca de um metro de comprimento. Ele contém na sua extremidade uma microcâmera capaz de captar imagens e é introduzido através da boca, permitindo visualizar as regiões por onde vai passando. Por esse tubo podem ser introduzidos também medicamentos e instrumentos próprios para realizar biópsias ou outros procedimentos terapêuticos.

Como se realiza o exame?

O preparo para o exame é muito simples: consiste em um jejum de oito horas para que a parte alta do tubo digestivo esteja completamente esvaziada, permitindo uma melhor visualização e minimizando o risco de aspiração do suco gástrico para o pulmão.

No momento do exame é administrado ao paciente algumas gotas de medicamento contra gazes e ele deve deitar-se de lado (usualmente do lado esquerdo) em uma maca. Normalmente a garganta do paciente é borrifada com um spray anestésico, para evitar o reflexo de vômito e é aplicado um sedativo de curta duração, quase sempre por via venosa. Em alguns casos, nenhum sedativo é dado.

O tubo flexível é introduzido pela boca e direcionado através do vídeo para o esôfago, estômago e duodeno, respectivamente, permitindo a visualização do interior dos mesmos. Normalmente uma certa quantidade de ar é introduzida através do tubo, de modo a facilitar a visualização. Se necessário, através do mesmo tubo podem ser realizadas pequenas intervenções diagnósticas e/ou terapêuticas, como coleta de material para biópsia, remoção de pólipos, hemostasias, correção de varizes, etc.

O exame é simples e muito rápido e se o paciente adormece sob ação do sedativo, muitas vezes nem chega a perceber a realização do mesmo. Ao despertar, o paciente ainda se encontra algo sonolento, levando cerca de 30 a 60 minutos para a total recuperação. Geralmente sofre amnésia até os minutos seguintes ao exame, incluindo o próprio exame.

O paciente deve ir ao exame acompanhado de um adulto, em virtude dos possíveis efeitos da sedação.

Após cada endoscopia realizada, o aparelho deve sofrer uma rigorosa esterilização, para evitar contaminações.

Por que o médico pede o exame?

O exame permite o diagnóstico direto de algumas patologias do trato digestivo alto (esofagites, gastrites, duodenites, pólipos, úlceras, tumores, hérnia de hiato) e ajuda na complementação diagnóstica de várias outras patologias que podem repercutir nesses órgãos, bem como permite intervenções diagnósticas e terapêuticas.

Quais são os efeitos secundários do exame?

Normalmente o exame é bem tolerado pelos pacientes e em geral não há nenhum tipo de sintoma. Após o procedimento pode ocorrer uma rouquidão em virtude da anestesia da garganta ou um ligeiro dolorimento dela, em consequência do atrito com o tubo do endoscópio. Ambas as coisas, contudo, passam rapidamente e não requerem providência médica. Aconselha-se que no dia do exame o paciente não dirija nem maneje máquinas perigosas, uma vez que, embora lúcido, seus reflexos podem ainda estar alterados.

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Retossigmoidoscopia Flexível

O exame de retossigmoidoscopia é utilizado para o diagnóstico das doenças que acometem a porção final do intestino grosso. Com a retossigmoidoscopia é possível diagnosticar doenças que acometem os 30 cm finais do tubo digestivo, avaliar a mucosa do reto e sigmoide, verificar a presença de câncer retal, pólipos intestinais, divertículos em sigmoide, colites, diagnosticar amebíase através de biópsia de reto. 

Como é feito o exame de retossigmoidoscopia?

O exame consiste na introdução pelo ânus de um aparelho que permite a visualização dos segmentos intestinais, reto e colón sigmóide.

O médico realiza um toque retal, com dedo lubrificado por xilocaína gel, que é um anestésico local. O intuito do toque retal é avaliar a elasticidade do ânus, identificar massas palpáveis, realizar o relaxamento dos esfíncteres anais para que o exame seja o menos desconfortável possível.

Após o toque retal é introduzido o retossigmoidoscópio flexível que tem o diâmetro de um dedo, aproximadamente.

Após a introdução do retossigmoidoscópio o médico vai progredindo o aparelho que está acoplado a um sistema de câmera que permite a visualização dos segmentos intestinais, até 30 cm da borda anal

Retossigmoidoscopia

Durante este trajeto são realizadas fotos dos segmentos principais e de lesões quando estiverem presentes, o médico pode realizar biópsias de  tecidos que julgar necessário. 

As biópsias são indolores e o paciente pode apresentar um discreto sangramento vermelho-vivo às evacuações logo após o exame.

O exame é extremamente rápido, e o desconforto é mínimo, com sensação de cólica de gases por alguns segundos. 

Não é necessário jejum para a realização do procedimento, porém o reto deve estar limpo para que a visualização não fique prejudicada.

Quais complicações podem ocorrer após a retossigmoidoscopia?

As complicações são extremamente raras, quando o exame é realizado por equipe treinada e médico experiente.

Pode ocorrer sangramento de pequeno volume, hemorragias são raras e estão associadas à remoção de pólipos volumosos.

Infecções também são extremamente raras, pois o aparelho de retossigmoidoscopia passa por processo criterioso de desinfecção.

Perfurações intestinais também são raras.

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Manometria Esofágica

Manometria esofágica é um teste que mede o quão bem o seu esôfago funciona. Seu esôfago é o tubo longo muscular que liga a garganta ao estômago. A manometria esofágica mede as contrações musculares rítmicas (peristaltismo) que ocorrem em seu esôfago ao engolir. A manometria esofágica também mede a coordenação e força exercida pelos músculos de seu esôfago.

A manometria esofágica é um procedimento para determinar as pressões que a musculatura do esôfago exercem em condições de repouso e durante a deglutição.

Como é realizado o exame?

A manometria esofágica é um procedimento ambulatorial realizado sem sedação. A maioria das pessoas tolera bem.

Durante a manometria esofágica

 > Enquanto você está sentado, um membro de nossa equipe irá lhe orientar durante todo o processo. Inicialmente será introduzido gel anestésico em uma de suas narinas, para facilitar a introdução de uma sonda e minimizar o desconforto. Um cateter é guiado através de seu nariz e esôfago. Este procedimento não interfere com a sua respiração.
 > Depois que o cateter está no lugar, você sera convidado a deitar de costas sobre uma mesa de exame
 > Deverá então engolir pequenos goles de água. Ao fazer isso, um computador conectado ao cateter registra a pressão, força e padrão de suas contrações musculares esofágicas.

Durante o teste, você será solicitado a respirar lenta e suavemente.

O teste geralmente dura cerca de 20 a 30 minutos.

Depois de manometria esofágica

Quando sua manometria esofágica é completa, você pode retornar às suas atividades normais.

Como a manometria esofágica pode ajudar no diagnóstico de doenças?

O esófago é um tubo muscular que liga a garganta com o estômago.Quando o alimento é impelido por uma onda de deglutição da boca para o esófago, uma onda de contração muscular começa na parte superior do esôfago e percorre todo o comprimento do mesmo (referido como o corpo do esófago), assim impulsionando o alimentos do esófago para o estômago. Nas extremidades superior e inferior do esófago existem dois locais de músculo especializado chamados esfíncter superior e inferior esofágicos. Em repouso (isto é, quando não houve nenhuma deglutição) os esfíncteres geram pressão que impede a passagem de qualquer coisa através deles. Como resultado, o material dentro do esôfago não pode voltar-se para a garganta, e ácido do estômago e seu conteudo não pode retornar para o esôfago. Quando ocorre uma deglutição, ambos os esfíncteres relaxam durante alguns segundos, para permitir que o alimento passe através do esófago para o estômago.

O uso mais comum para a manometria esofágica é avaliar o esfíncter inferior do esôfago e a musculatura do corpo do esôfago em pacientes que têm doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). Manometria muitas vezes pode identificar a fraqueza no esfíncter esofágico inferior que permite que o ácido do estômago e conteúdo possam retornar para o esôfago. Também podem identificar anormalidades no funcionamento da musculatura do corpo esofágico.

Manometria pode ajudar a diagnosticar várias doenças do esôfago,. Por exemplo, acalásia é uma condição em que o músculo do esfíncter esofágico inferior não relaxa completamente com cada deglutição. Como resultado, a comida fica retida dentro do esófago. Função anormal do músculo do corpo do esófago, também pode resultar em dificuldades na deglutição de alimentos e até de saliva.. Por exemplo, pode haver falha no desenvolvimento da onda de contração muscular (como pode ocorrer em doentes com esclerodermia ) ou todo o músculo esofágico pode contrair ao mesmo tempo (como num espasmo esofágico).A manometria, revela a ausência de onda no primeiro caso, e a contração do músculo em todo o esófago, ao mesmo tempo, ou espasmos, no segundo caso.O funcionamento anormal do músculo do esôfago também pode causar episódios de dor intensa no peito que podem imitar a dor do coração (angina ). Essa dor pode ocorrer se o músculo entra em espasmo esofágico. Em ambos os casos, a esofagomanometria pode identificar a anomalia muscular.


                                                                 Manometria demonstrando zonas de alta pressão, características de esôfago em quebra-nozes, responsável por dores no peito que simulam problemas cardíacos.

Existem Limitações para o estudo da esofagomanometria?

Há várias situações em que a manometria esofágica pode não demonstrar a anormalidade do esôfago. Por exemplo, muitos doentes com DRGE têm relaxamentos transitórios, mas prolongado(minutos em vez de segundos) do esfíncter como a causa do seu refluxo. Tais relaxamentos podem não ser detectados no momento da realização do exame. Da mesma forma, se um paciente está com episódios freqüentes de dor no peito causado por um espasmo esofágico,  o espasmo pode não ser visto durante um breve estudo manométrico. Houve tentativas de contornar esses problemas usando equipamentos portáteis e manometria prolongada por dois ou mais dias, porém com resultados não satisfatórios.

Quais são as complicações que podem ocorrer durante a  manometria esofágica?

Embora a manometria esofágica seja desconfortável, o procedimento é minimamente doloroso porque a narina através do qual o tubo é inserido é anestesiada. Uma vez que a sonda está no lugar, os pacientes falam e respiram normalmente. Os efeitos colaterais de manometria esofágica são menores e incluem leve dor de garganta, sangramento do nariz e, raramente, problemas de sinusite, devido à irritação e obstrução dos ductos que conduzem os seios nasais e no nariz. Ocasionalmente, durante a inserção, o tubo pode entrar na laringe (cordas vocais) quando isto acontece, o problema normalmente é imediatamente reconhecido, e a sonda é removida rapidamente. É necessário ter cuidado ao passar a sonda em doentes que são incapazes de engolir facilmente no comando, porque sem uma deglutição para relaxar o esfíncter esofágico superior torna-se extremamente difícil a introdução da sonda, para tanto deve-se contar com equipe treinada, para que o paciente sinta-se confiante e relaxado na hora da realização do exame.

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Ph-metria Esofágica

O que é o exame de phmetria?

Phmetria esofágica consiste na monitorização do ph (potencial hidrogenionico) intraesofagico, ou seja, mede a presença de ph ácido dentro do esôfago. Este exame ajuda no diagnóstico da Doença do Refluxo gastroesofágico.

Como é feito o preparo para a pHmetria?

Uma vez que o exame consiste na introdução de um cateter através da narina, faringe e esôfago, até o estômago, algumas pessoas poderão apresentar náuseas e vômitos, o que será um problema se o estômago estiver cheio. Portanto, é necessário que você esteja em jejum de pelo menos 4 horas no dia do exame.

Antes de iniciar o procedimento, será colocada pequena quantidade de Xylocaina geléia (um anestésico tópico) na narina a ser utiliza.Essa sonda fica conectada a um aparelho que grava as informações do exame e que pode ser preso à cintura e um eletrodo que fica preso à pele através de um adesivo.

Após a instalação do aparelho, a pessoa volta às suas atividades normais (trabalho, estudo, etc.) acompanhado de uma pasta aonde deve marcar toda e qualquer refeição (incluindo líquidos e lanches), anotando o início e o final das mesmas, deve anotar também os períodos em que permaneceu deitado (horário em que deitou e que levantou), e principalmente, deve anotar toda vez que apresentar algum sintoma, explicando o que sentiu. Sem esses dados, não será possível analisar os dados do exame. No dia seguinte, a pessoa deverá retornar e o aparelho será retirado.

Posso tomar meus remédios normalmente antes do exame?

Alguns medicamentos devem ser suspensos antes do dia do exame, conforme descrevemos abaixo:

 > Medicamentos para o estômago à base de: Omeprazol, lansoprazol, pantoprazol, rabeprazol e esomeprazol, devem ser suspensos 10 dias antes;
 > Medicamentos para o estômago à base de: Cimetidina, ranitidina e famotidina devem ser suspensos 3 dias antes;
 > Antiácidos (Mylanta plus, Maalox plus, Kolantyl, etc.) devem ser suspensos 24 horas antes;
 > Medicamentos para náuseas à base de Bromoprida, Metoclopramida, Domperidona, devem ser suspensos 24 horas antes.

Posso realizar minhas atividades diárias normalmente durante o período de monitorização?

O exame de pHmetria deve ser realizado com o paciente mantendo uma atividade diária o mais próximo do normal possível. Apesar disto, há algumas coisas que não são recomendadas.

Não tome banho de chuveiro nem mergulhe enquanto estiver com o monitor. Não passe por detector de metais ou aparelhos de Rx em aeroportos. Não se aproxime a uma distância menor que 1metro de microondas em funcionamento

Posso me alimentar normalmente durante o exame?

Evite comer ou beber frutas e sucos cítricos em geral.

Sua dieta deverá ser, de resto, dentro dos padrões que usa habitualmente. Se lembre de registrar cada coisa que puser na boca como chicletes e balas.

E se ocorrer um desconforto muito grande durante o período de monitorização?

Ligue para o médico responsável, ele irá lhe orientar. 

Quando terei o resultado do exame?

Os dados gravados pelo aparelho são transferidos para um computador e analisados em conjunto com o diário. Por esse motivo, geralmente demora até 5 dias úteis para uma análise completa.

Published in Gastroenterologia
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